Queria.
Seria.
Veria.
estudaria.
lavaria.
Estaria.
Ventania
sobre mim.
Aí virei do avesso.
Quero.
Sou.
Vejo.
Estudo.
lavo.
Estou!
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
sábado, 6 de agosto de 2016
Raizes
Olhem as raízes, perfuraram os asfaltos
o coração dos homens.
Olhem as raízes aquelas feitas de afeto,
de consideração, de carinho.
Olhem as raízes e perceba a flor.
Onde está a empatia? de querer ajudar
ou melhor de querer sentir o que outro sente
de amar pelo amar, da arte pela vida?
Onde está tudo?
Olhem as raízes e tentem descobrir a resposta
Vão fundo, entrem em si mesmo,
morem dentro de você
Só não deixem, abandonem, desafetem, descaminhem
Floresçam.
o coração dos homens.
Olhem as raízes aquelas feitas de afeto,
de consideração, de carinho.
Olhem as raízes e perceba a flor.
Onde está a empatia? de querer ajudar
ou melhor de querer sentir o que outro sente
de amar pelo amar, da arte pela vida?
Onde está tudo?
Olhem as raízes e tentem descobrir a resposta
Vão fundo, entrem em si mesmo,
morem dentro de você
Só não deixem, abandonem, desafetem, descaminhem
Floresçam.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Abraços
O abraço perpetua tudo
que sentimos em silêncio
ele grita os sentimentos
afaga os batimentos
O abraço aquece, não só o corpo
e não é feito só de braços
tudo se entrelaça, os corações, os olhares
o corpo, até a alma
O abraço perpetua nossas estrelas
que já não tem mais luz
o abraço é abrigo
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Surdez
Escuto passos dentro de mim
são passos daquele amor que saiu
nem ao menos olhou para trás
Escuto choro dentro de mim
são lágrimas doces, doloridas
não contidas, de um amor sem café
Escuto e não enxergo grito
gritos de um amor mudo, que tentou ver
mas por desafeto, descaminhou
Já não há nada mais dentro de mim
há silêncio, melodia dos desa(l)mados.
são passos daquele amor que saiu
nem ao menos olhou para trás
Escuto choro dentro de mim
são lágrimas doces, doloridas
não contidas, de um amor sem café
Escuto e não enxergo grito
gritos de um amor mudo, que tentou ver
mas por desafeto, descaminhou
Já não há nada mais dentro de mim
há silêncio, melodia dos desa(l)mados.
terça-feira, 26 de julho de 2016
Ser adulto
Crescer é carregado de uma palavra: responsabilidade. E responsabilidade é a habilidade de ser responsável e o que é ser responsável? Levar coisas nas costas que não queremos, trabalhar com algo que não queremos. Crescer traz angústia. Ser adulto causa angústia. Não adianta igreja, não adianta dinheiro, seremos sempre crescidos e vazios.
Como ser diferente? Sendo Peter Pan? Não. Mudamos quando crescemos, nos tornamos resilientes e principalmente ranzinzas. É inerente.
Ser crescido é viver também de aparências, mesmo não querendo viver delas. Quem consegue vira artista, mas adulto e artista é mesmo para aqueles que não querem responsabilidade dizem os adultos frustrados por aí.
Alguns decidem caminhar, outros andar de bicicleta, outros preferem continuar na caverna. Crescer era a palavra que não queria saber o que era, pois é triste. O que não é? O vento? A poesia? A canção? A harmonia? A dor? As perguntas? O que não é?
Crescer causa medo. O medo é o futuro, porque passado já aconteceu e podemos contar as lamentações, mas aquele inesperado acontecer deixa o ser adulto amedrontado.
Antes queria apenas poder atravessar a rua sem que meu pai ou minha mãe segurassem minha mão, hoje só queria poder escolher não atravessar, porém não posso, sou adulto e adultos andam sempre em frente e não chega a lugar nenhum.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Vias
Café na xícara, no copo
alma nos corpos
dia aquecendo poesia
pessoas perambulando
entre as vias sem saída
amor pela culatra
céu ensolarado
noite enluarada
corações enlatados
quando acordar nesse novo dia
apague os olhos
acenda poesia
alma nos corpos
dia aquecendo poesia
pessoas perambulando
entre as vias sem saída
amor pela culatra
céu ensolarado
noite enluarada
corações enlatados
quando acordar nesse novo dia
apague os olhos
acenda poesia
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Toca o peito
Toca o peito e prediz. Arritmia. Rítmica. É alguma modalidade olímpica? Não. Então não diz. Reflexiva a alma, copiosa a mente, desnecessária a vida. Toca o peito e diz. É infarto. Farto da louça suja, dos copos vazios de álcool, farto estou de ficar aqui. Parou. O coração? Não, era infarto de alma. Não se pode dizer muita coisa, porque tem que reviver. Como? Com um beijo ou um pedaço de barata. barata? Não. Eu escrevi batata. Toca o peito e condiz. Sociedade. Poder. Podre. Temer. Nunca. Nunca Temer, isso deve estar sempre fora! Toca o peito e aceita. O desamor? O desaguar? O desalmado? Não, o fim da garrafa de vinho que me fazia esquecer de mim.
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